Something Stupid
"Mas tudo que é grande é tão difícil de compreender quanto de encontrar." Espinoza

Sábado, Março 20, 2004

E se eu não estiver mais aqui quando você voltar ?

posted by Chico | 14:05 Comentários:

Domingo, Março 14, 2004

Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos ricos.

Certas coisas não se explicam facilmente. Pessoas que gostam da cor laranja, terrorismo, gentes-de-teatro e críticos de filmes ainda não vistos.

Após o sucesso de Paixão de Cristo, que já pode ir direto para a TV de tão batido que está, o lançamento mais comentado do momento é Indiana Jones 4. Cinéfilos brasileiros atestam que o filme não é pró-palestina, embora Harrison Ford use turbante.

Sobreviventes brasileiros do atentado em Madri confirmam que o mais assustador foi ver Raul Seixas, no seu costume Patropi, na estação de embarque antes das explosões cantando "Ói, ói o trem...". Um mineiro jura que também viu Elis Regina cantando "Você pega o trem, o sol na cabeça...".

Não sei cantar nenhuma dessas músicas, nem fui conferir as letras porque de terrorismo, me basta as FM's.

A cor laranja ou alaranjada é um mistério para mim. Assim como quem queira casar ou não se separar de Marta Suplicy. Por falar nisto, o maior mistério do Oriente não é o Islã, mas sim, Yoko Ono. E isto basta para deixar clara minha posição anti-laranja.

Poucos crêem na história de Adão e Eva, mas ninguém duvida de Yoko, que sendo a maçã podre, deu início ao mau gosto musical do ocidente. E não me choca tanto as explosões de bombas simultâneas em locais diversos quanto o lançamento simultâneo de cd, dvd e livro de Caetano Veloso, que aliás, já advertia: "Eta, eta, eta..."

posted by Chico | 18:08 Comentários:

Relembrar é Morrer Mais um Pouquinho

Enfim, chega o carnaval em Curitiba. Vai começar o famoso Bostival de Teatro. É tempo dos curitibanos ficarem mais ridículos. Sim, só porque é tempo de festival, neguinho vai assistir tudo quanto é peça. Coisa de três por dia. Uma atrás da outra.

Fora de temporada de festival, no máximo ele vai a teatro assistir formatura de parente e show da Marisa Monte no Guairão. Não que ir a teatro seja algo decente. Em Curitiba, pelo menos, não é. Não pelas gentes-de-teatro, que só me fazem rir do seu figurino quando não estão em cena (em cena nunca vi, portanto, é muito pior). Mas sim pela gentes-que-querem-ser-de-teatro.

Antes ficassem só nos teatros, mas agora periga você pegar uns performáticos no meio da rua lhe obrigando a assistir aquilo. É como eu sempre respondo àqueles hippies que me param no calçadão da XV perguntando se eu gosto de poesia: "Não depois que você me leu a sua."

* clique aqui para ler sobre o Bostival de Teatro do ano passado. Ah, nada como a repetição de temas.

posted by Chico | 17:59 Comentários:

Domingo, Março 07, 2004

Não Vale A Pena

I

Segundo Aristóteles, as duas ciências que lidam com a arte da discussão são a Retórica e a Dialética. A primeira trata da arte da persuasão e a segunda, da investigação.

Contudo, na retórica aristotélica, interessa o teor dos argumentos utilizados, deixando de lado a pessoa do orador e os fatos de que ele fala. Ou seja, para Aristóteles, no nível de abstração em que ele trata a Retórica, pouco importa se o orador é gordo ou magro, feio ou bonito, cheiroso ou fedido. Da mesma forma, não interessa se é ou não honesto. Os fatos, por mais polêmicos que o sejam, também ficam de fora. Assim, por mais persuasivo que sejam, de início, temas como aborto, pena de morte, etc., não fazem parte da Retórica, que pode, evidentemente, sobre eles se aplicar.

A retórica assim, tratando do teor dos argumentos utilizados, é o discurso utilizado nos debates políticos, eleitorais e no tribunal do júri, por exemplo. A persuasão do eleitor para votar, do jurado para condenar ou absolver, é conquistada através de um discurso retórico utilizado pelo orador, que trabalha com a verossimilhança dos argumentos. Já é evidente, portanto, que na retórica, o papel do "auditório" é fundamental, porque é ele quem decide o debate.

A dialética, como forma de investigação, não se preocupa em persuadir ninguém. Aqui, o método é confrontar os argumentos contraditórios em relação a um tema para descobrir as premissas e princípios em comum de onde partem os argumentos, podendo-se então chegar a uma resposta mais racional e correta, e porque não, mais verdadeira. O debate público (leia-se persuasão), porém, também pode ser realizado dialeticamente. Só que aqui os limites para o debate são mais estreitos.

Isto porque no debate dialético, pressupõe-se que os contendores são pessoas bem informadas sobre o tema, e principalmente, sejam honestas o suficiente para que sua disposição seja encontrar a verdade apesar de "perder" o debate. Simples, o debate se inicia com posições antagônicas. O método dialético permite que se descubram premissas e princípios em comum. Investigando-se a partir deles, chegam-se a conclusões que necessariamente deverão ser aceitas pelos debatedores, mesmo que elas sejam o contrário do que pensavam. Não há, portanto, a rigor, persuasão.

Aristóteles também tratava de outras duas técnicas para a arte da discussão, que contudo são na verdade, caricaturas da Retórica e Dialética. A sofística e a erística. A primeira é a relação de esquemas de argumentação falsa, de falácias lógicas. Não há argumento correto aqui, ou verdadeiro. Já a erística é a arte da discussão belicosa, onde se trata simplesmente de vencer a todo custo, não importa a que preço, se com argumentos verdadeiros ou falsos. A erística não foi desenvolvida por Aristóteles, ao contrário da Sofística, em que ele aplicou critérios dialéticos para refutá-la (Refutações Sofísticas).

Vê-se portanto, que na Erística, a persuasão do auditório também é o fim do discurso, como na Retórica, mas desta se difere porque busca a persuasão através de quaisquer meios, inclusive os desonestos.

Cabe ressaltar que Schopenhauer é quem teria desenvolvido a erística aristotélica, em sua obra ¿Dialética Erística¿. Contudo, não se pode assim afirmar porque nesta erística schopenhauriana, há uma mistura de todos os tipos discursivos (poética, retórica, dialética e lógica), deles se aproximando e se afastando em maior ou menor medida. Bem esclarecidas essas distinções, a erística schopenhauriana também tem seu valor na arte da discussão, contudo, exatamente para se saber como não proceder e, principalmente, como se defender de argumentos erísticos utilizados contra você.

Com esta breve introdução já se pode perceber facilmente que o debate público hoje no Brasil, especialmente o político, é muito mais erístico do que retórico e que a dialética está a léguas de distância de todo esse falatório.


II

Após essas considerações iniciais, entro no tema que quero realmente aqui tratar. As discussões pela internet, seja através de listas de discussão, fóruns, entre sites ou blogs e nos comentários destes.

A primeira constatação aqui é a ausência de um auditório, de um árbitro, de alguém que vá decidir o debate. Não havendo isto, a única possíbilidade de uma discussão chegar a algo proveitoso, ou para que possa existir mesmo, seria ela se dar no terreno da dialética, com todas as suas implicações e limites absolutamente necessários.

Ou seja, relembrando, os debatedores devem ser absolutamente honestos para buscarem premissas ou princípios em que estejam de comum acordo, desvendando a partir daí de onde surgiram as divergências, sendo ainda mais honestos agora, para reconhecer que possam estar errados. Pressupõe-se também um mínimo de informação sobre o assunto por parte dos debatedores.

Se não for nessas condições o debate dialético, não se realiza. Aristóteles mesmo dizia que não se deveria dialetizar com quem não conheça o assunto e as regras de argumentação válida.

Mas não é isto que ocorre em 98% dos debates que leio por aí ou mesmo que participei. E tendo em vista a inexistência de um auditório a ser "persuadido" (a inexistência, é claro, se dá não pela inexistência de leitores, mas sim pela impossibilidade de se determinar quem está lendo e com quem este está de acordo), tem-se que a Retórica mesma também já se torna desvirtuada.

Abre-se espaço então, ou para sofismas os mais descarados ou a erística pura e simples. E aí, meu amigo, é briga de torcida organizada. É vale-tudo, é salve-se quem puder. Ou seja, não vale a pena. Não há vencedores, só perdedores. Muito menos se consegue descobrir se alguém tinha razão.


III

Nessa última semana, algo nesse sentido aconteceu.

No blog hoje fechado do Flamarion , tratou ele a respeito da tortura e do terrorismo. Especificamente, sobre elas no contexto havido durante a ditadura militar brasileira. As opiniões do Flamarion suscitaram debate nos seus comentários e não sei se em outros blogs (só li o ocorrido no "Contra a Ilusão"). Não entrarei aqui no mérito da discussão. Meu interesse é outro.

Concordando com Aristóteles, só posso crer que um tema deste só poderia ser dialetizado, através da concordância de premissas mínimas balisadoras da discussão.

A primeira delas, à evidência, é a imoralidade em si da tortura ou do terrorismo. A honestidade para este debate só poderia partir desta premissa, porque se para alguém a tortura ou o terrorismo são morais, o debate já não é aquele posto pelo Flamarion, de entre dois males, um (terrorismo) ser pior do que o outro, mas a análise em si da tortura e do terrorismo.

Por esta razão, à mera leitura dos textos do Flamarion, constata-se que essa premissa estava implícita. Não tenho mais como citar trechos dos textos porque foram retirados do blog, mas se bem me recordo, no final de um dos textos ele coloca que prefere a tortura ao terrorismo, não porque aquela seja válida, mas sim porque seria necessária em certas circunstâncias, para combater um mal maior, qual seja, o terrorismo.

A honestidade aí é só o início da conversa. Mas quase todas as reações surgidas partiram do pressuposto exatamente inverso, sem fundamentar em absoluto suas opiniões, de que o Flamarion estava a defender a tortura. Um, não lembro quem, lembrava que a tortura era algo horrível, seja feito pela ditadura, por Fidel Castro, por quem quer que seja. Outro, perdendo-se em contestações que de modo algum se referiam ao texto atacado, afirmava que a tortura era imoral, falava em exército de cristãos, etc. e tal. Ambos tratavam da premissa de que tortura é um mal. Coisa que em nenhum momento, creio eu, o Flamarion discordaria. Mas nem um nem outro pareceram muito preocupados em debater o assunto, mas somente em "desmascarar" o autor, se "horrorizarem" diante do "absurdo", se "indignarem" como virgens castas que foram violadas. No frigir dos ovos, não sei se não se pode vislumbrar aí a velha teoria do bode expiatório de René Girard...

Interessante notar que aquele que se valeu de uma argumentação "cristã", sequer se apercebeu que em nenhum momento tomou uma atitude cristã. Pegou em pedras e as atirou e deu por findo o seu serviço.

Estaríamos aí diante de pessoas talvez honestas, mas péssimas leitoras, ou então desonestas simplesmente. Não cheguei a nenhuma conclusão, até porque não me interessa saber. Porque é triste ver na sua plenitude, os "sophomores" em ação. É palavra grega aplicada a péssimos leitores letrados, ou como diz Alexander Pope, os chamados cabeças-duras cultos ou ignorantes letrados.

Desses passamos para os desonestos. Que é certamente aquele que partiu para a ignorância pura e simples ao dizer que o texto era uma apologia do crime, sendo que encaminhou o mesmo ao Ministério Público. E pouco importa aqui se a pessoa é péssima leitora ou não. Se não for, mais desonesto é, ao utilizar deste expediente baixíssimo. E o pior é que, crente que o outro estava cometendo um crime, no mesmo instante nem se apercebe que ao chamá-lo de nazista, crime evidente também cometeu. Nada diferente daqueles artistas que, indignadíssimos com o que um crítico escreveu, pedem aos donos do jornal que o demitam...

E vejam, 90% dos comentários foram nessa base. Sequer entramos no conteúdo do texto do Flamarion ou arranhamos o seu mérito. Estamos aqui a vislumbrar, como naqueles clássicos do futebol, onde ficam aqueles sujeitos próximos ao cordão de isolamento da polícia, a xingar a outra torcida. Esses sequer torcem para seu time, muito menos assistem ao jogo. Particularmente, acho linda a ¿guerra¿ de torcidas, com bandeiras, papel picado, foguetório, cantorias, etc. Se a discussão ficasse nesse "nível", não me incomodaria em nada. Basta ter consciência que isto não é o jogo a ser jogado, e pronto. Mas não foi isto o que ocorreu.

Creio que apenas um comentador dos textos foi realmente honesto e tentou formalizar o debate.

Não me recordo dos nomes das pessoas ou das que lembro, não me recordo qual dos argumentos se valeu, pelo que peço desculpas desde logo eis que não teria problema algum em citá-las aqui, fosse possível o acesso aos textos e comentários. Apenas devo lembrar que, segundo o Flamarion informou, tinha gente comentando usando o nome de outros blogueiros. Segue daí que não se pode afirmar realmente se quem disse o que disse, era realmente esta pessoa.

Salvo engano (cito tudo de memória), o argumento que este último utilizou era que estava incorreta a informação do Flamarion que a ditadura militar iniciou-se em resposta a atos terroristas de guerrilheiros de esquerda ou então, que a tortura teria sido resposta a tais atos. Para ele, a tortura era algo inerente ao regime. Embora o argumento não se dirija à principal questão suscitada pelo Flamarion, qual seja, a tortura é menos pior do que o terrorismo, mesmo assim ele é pertinente e pode-se, através dele, chegar-se à tese principal.

Portanto, aqui abriria-se a possibilidade de um verdadeiro debate, e dos mais profícuos. Porque aí é plenamente possível buscar-se as premissas que responderiam essas perguntas, no caso, a investigação histórica. Mas não houve essa pretensão de ambas as partes. Instalada a controvérsia, irredutível, não haveria meios de através do mero debate retórico, que um "cedesse" diante do argumento do outro. Seria mera repetição dos argumentos à exaustão, sem sair-se do mesmo lugar. Na verdade, não prosseguida com a discussão dialética, a tendência mesmo é da discussão resvalar para a retórica vazia e desta para a erística, como me parece ter sido o caso.


IV

Em razão da confusão havida, o Flamarion fechou seu blog. É uma pena, verdadeiramente. Espero que ele repense essa decisão quando as coisas estiverem mais calmas. Lembro-me do blog do Gustavo Nogy, "O Céu É Dos Violentos", que fechou por razões quase idênticas e ainda hoje sua falta é sentida.

Discussões como essa surgem diariamente entre blogs. Todas não valem a pena. Aquele que admite dialetizar com quem não conheça o assunto ou não tenha a honestidade intelectual suficiente para, em constatando estar errado, abandonar suas antigas opiniões, não só perde tempo como também comete grave erro contra si próprio. E a razão é simples, a partir do momento em que acredita estar realmente discutindo algo de modo honesto e aceita o debate efetuado com desonestidade pelo outro contendor, a reação evidente é também ser desonesto. E aí, o pecado é comum e todos são perdedores.

E pior, a continuação da briga, não pode ser outra se não uma "descida aos infernos", onde o debate desonesto de opiniões e troca de insultos proferidos no calor da discussão passa-se ao uso da ofensa premeditada e fria, perverso expediente psicológico que tranforma a indignação do oponente em estranheza e medo.

E é necessário ressaltar que não estou aqui para defender o Flamarion. Ele próprio sabe muito bem se defender e o estava fazendo. O que aqui escrevi, vale também para o Flamarion, que talvez seja o que mais se envolveu em discussões desleais e inócuas nesse mundo dos blogs. Acredito tranquilamente na sua honestidade, porque não a confundo com sua virulência nos contra-ataques. Comungo de boa parte de suas opiniões externadas no seu blog. Não por outra razão, participo com ele do blog da Sociedade. Mas isto não me impede de externar aqui que ele também erra quando aceita o jogo sujo e faz uso das mesmas armas.

Se conselho fosse bom, não era de graça, já dizia meu avô. Não aconselho aqui quem quer que seja. Mas que não vale a pena, ah, não vale mesmo.


V - Explicações Iniciais

Sim, as explicações iniciais, infelizmente, tiveram que vir ao final deste longo texto. Por uma razão simples, mas tão triste quanto essa forma de discussão em blogs. Adianto-me a elas.

A primeira parte deste texto se trata de um simples resumo e apanhado dos textos de Aristóteles, Emile Boutroux, Éric Weil, Olavo de Carvalho e Chaim Perelman. Qualquer equívoco, portanto, deve ser endereçado primeiro a mim, que então provavelmente errei no recorte das idéias. Somente num segundo momento é que as objeções devem se dirigir aos "responsáveis" pelas mesmas.

Não trouxe este esclarecimento inicial (indispensável por uma questão de honestidade intelectual) em razão de que a teoria que expus tem a contribuição de Olavo de Carvalho. E neste país, a simples menção deste nome impede qualquer debate, qualquer aprofundamento de idéias, de estudos, etc. Ou ele simplesmente é tratado como um desequilibrado mental ou com uma indiferença esclarecedora.

Até hoje não surgiu um sujeito, unzinho só capaz de dialetizar com Olavo de Carvalho. Se bem me recordo, o "melhor" argumento que usaram foi o do "cansei". "Cansei dessa lenga-lenga de revolução gramsciana, farc¿s, globalização comunista, etc. e tal". Ou seja, não diz nada sobre o que Olavo fala, e acredita que ele próprio (o cansado) é a medida de todas as coisas, e portanto, o seu enfado provaria o erro da tese "cansativa". Dispenso maiores comentários pela evidência da fragilidade, senão imbecilidade, do argumento.

Assim, esse esclarecimento vem ao final exatamente para evitar a reação padrão que aconteceria se o nome de Olavo de Carvalho viesse estampado lá em cima. Vindo só aqui, ao menos o sujeito foi obrigado a pensar sobre o que antes foi escrito, para só então, lendo essas linhas finais, chegar ao seu porto seguro mental: "Ah, tinha que ser mais um lambe-botas do olavismo..."

O resto é com a honestidade intelectual desse sujeito ou de qualquer outro para quem a simples menção do nome de Olavo, não o faça desviar do assunto.

posted by Chico | 18:54 Comentários:

Segunda-feira, Março 01, 2004

Em Dia

Voltei mais preguiçoso do que nunca. Como se isto fosse possível. Não estou com saco de publicar aqui. Prefiro sair por aí a ler coisas melhores, como os links aí ao lado. Aproveito e agradeço ao Andre S. a referência elogiosa à minha pessoa humana, no seu excelente Desaforos, que virou Saudade e mais não arrisco dizer porque já deve ter mudado de nome e roupa.

Parabéns pelo aniversário ao outro André, o de Oliveira, cujo Esquisito é das melhores coisas da rede. O chefe Flamarion está de casa nova, muito simpática, ainda que sem as tradicionais pinturas na parede. Sem contar os novos posts na Sociedade.

Você perdeu os mais de 150 comentários sobre o post em que fala sobre sexo, do Alexandre Soares Silva ? Eu também perdi, ainda bem. Isto me lembra aquela pegadinha tradicional em que uns sujeitos ficam gritando de dentro de um terreno murado "41....41.....41.....41" e um passante, curioso, bota a cabeça por sobre o muro para espiar o que está acontecendo. Nesta hora, toma uma tortada na cara. E o pessoal de dentro "42....42....42....42..."

Ah, leia isto, sim ?

Por incrível que pareça, deu praia todos os dias no lixoral paranaense. E ainda escapei de uma boa. Explico-me. Como lá cheguei na quarta de cinzas, era de se esperar que ainda alguns carnavalescos por lá se encontrassem. Assim, ao chegar, vali-me de minha profilática técnica que jamais me deixou na mão.

Além da indumentária praiana, lanço pés de um bom par de meias e vou à sacada. Fico então a observar a rua, a praia, o calçadão, etc. Somente depois de me certificar que esse tipo de gente já se foi, tiro as meias e desço para um passeio à beira-mar. Conforme a MTV me ensinou, só assim consigo evitar doenças sexualmente transmissíveis, como o bicho de pé e a frieira.

Pois bem, enquanto analisava o ecossistema, minha adorável esposa já lagarteava em volta da piscina em busca do sol. Não conseguiu escapar daquela ¿família¿ que comia umas dez tapiocas, fazia uso do cinzeiro de chão (daqueles de corredor de prédio, sabe ?) e estava a decidir se já era hora de ir na "Casa do Siri" ou não, para comer uns espetinhos (sim, a tal casa do siri é na verdade, a "Casa do Camarão", restaurante famoso da orla de Caiobá, cujo atendimento é um lixo e a o preço mais salgado que o mar).

Graças a Deus, não os encontrei em nenhum dos dias. E as meias foram tiradas ali pelas onze da manhã de quinta-feira.

E já que falei em sexo, carnaval, preservativos, etc. e tal, não custa lembrar que quem avisa amigo é, quem adverte é o Ministério da Saúde e se tudo deu errado, ponha a culpa no Papa. Alguém tem que ser responsável, certo ?

posted by Chico | 18:50 Comentários:
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